Primeiro Evangelho
Néio Lúcio, mentor iluminado na Espiritualidade, escreveu estas palavras pelas mãos consagradas de Francisco Cândido Xavier, no livro “Jesus no Lar”:
“Numa noite de luar prateado, quando o céu se povoara de estrelas, Jesus se instalou, provisoriamente, na casa de Pedro.
Como é comum em nossas casas, também lá o assunto estava improdutivo.
Jesus não perdeu sequer um momento de sua vida, aproveitando tudo com muito amor e sabedoria para ensinar e exemplificar, portanto, mudou o rumo da conversação e falou com bondade:
- Simão Pedro, o que faz o pescador, quando se dirige ao mercado com os frutos de cada dia ?
- Ah! Mestre! Naturalmente escolhemos os peixes melhores, ninguém compra os resíduos da pesca.
Jesus sorriu e perguntou de novo:
- E o oleiro? Que faz para atender a tarefa a que se propõe ?
Jesus não perdeu sequer um momento de sua vida, aproveitando tudo com muito amor e sabedoria para ensinar e exemplificar, portanto, mudou o rumo da conversação e falou com bondade:
- Simão Pedro, o que faz o pescador, quando se dirige ao mercado com os frutos de cada dia ?
- Ah! Mestre! Naturalmente escolhemos os peixes melhores, ninguém compra os resíduos da pesca.
Jesus sorriu e perguntou de novo:
- E o oleiro? Que faz para atender a tarefa a que se propõe ?
Pedro:
-Modela o barro, imprimindo-lhe a forma que deseja.
-Como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que se pretende ?
E Pedro, muito simples e sem vacilar, responde:
-Lavará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão, de outro modo não aperfeiçoará a peça bruta.
Calou-se Jesus por alguns instantes e aduziu:
Assim também é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma.
A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum.”
Compreendemos como é linda e perfeita a comparação que faz Jesus !
Se o negociante seleciona a mercadoria, se o oleiro prepara o barro, o marceneiro, a madeira para seus propósitos, do contrário, não conseguiriam alcançar seus intentos, como esperar uma comunidade segura e tranquila, sem que o lar se aperfeiçoe?
A paz do mundo começa entre quatro paredes, sob as telhas a que nos acolhemos.
Se não aprendemos viver em paz entre meia dúzia de criaturas, como aguardar a harmonia das nações? Se não nos habituamos a amar o irmão mais próximo, associado à luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece tão distante?
“Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez um pequeno intervalo, e continuou:
Pedro, acendamos aqui, em torno de nós e de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova.
-Na mesa de tua casa é servido o pão de cada dia, que recebes do Senhor; por que não instalar em redor desta mesa a sementeira da felicidade e da paz na conservação e no pensamento edificantes?
O Pai, que nos dá o trigo através do solo, envia-nos a luz através do Céu.”

Podemos ver, nas entrelinhas deste diálogo, que as pessoas que ali estavam e o próprio Pedro não entenderam os propósitos
de Jesus. Pedro, não encontrando palavras adequadas para explicar-se falou tímido:
-Mestre, seja feito como desejas!
“E Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os Escritos da Sabedoria, havendo, então, na Terra, em casa de Pedro, O PRIMEIRO CULTO CRISTÃO NO LAR.”